
Afinal, vale a pena fazer Universidade ainda? Uma pergunta que muitos jovens, pais e profissionais fazem pra si mesmos e que muitas vezes encontra uma única resposta: NÃO! Trago notícias duras em relação as atuais Universidades no mundo. O modelo de ensino atual da maioria das instituições de ensino está falido e precisando urgentemente de […]
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Afinal, vale a pena fazer Universidade ainda? Uma pergunta que muitos jovens, pais e profissionais fazem pra si mesmos e que muitas vezes encontra uma única resposta: NÃO!
Trago notícias duras em relação as atuais Universidades no mundo. O modelo de ensino atual da maioria das instituições de ensino está falido e precisando urgentemente de reformas.
Veja a seguir os principais motivos para sabermos se vale a pena ou não fazer uma Universidade.
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Não se aprende mais as coisas em um determinado tempo, ou seja, a formação que você investiu para ter em 4 anos, seguindo a risca grade curricular e cumprindo todas as disciplinas que fazem parte do seu curso não valem mais.
O modelo de ensino de muitas Universidades do mundo está falido, uma vez que as pessoas aprendem de formas diferentes e possuem habilidades diversas.
Então, depois de 4 anos estudando e indo para o mercado de trabalho muitos já entram defasados de conhecimentos e habilidades de um mundo cada vez mais dinâmico.

Infelizmente a maioria das Universidades do mundo tem como premissa formar mão de obra qualificada e isso sobre um viés de formar bons empregados e não fomentar o empreendedorismo ou pessoas que vão gerenciar as suas próprias empresas ou negócios.
Mas calma aí, ainda vale a pena estudar viu. Manter-se atualizado torna-se cada vez mais vital para que possamos sobreviver. Ouse experimentar viver 1 ano sem aprender nada e você verá o seu fracasso rapidamente.

“O analfabeto do século XXI não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender.” Alvin Toffler
O formato e o modelo de negócio das Universidades deveria ser a principal mudança daqui para frente.
Mudar os formatos da sala de aula, invertendo a lógica do professor falando e alunos prestando atenção, uma miopia de aprendizado incrível na qual fomos doutrinados a aceitar. O protagonismo deve ser despertado por todos.

Outra coisa relacionada ao formato é mudar o conceito de Universidade como algo além dos 4 ou 5 anos de formação para algo continuo, ou seja, as pessoas estarem sempre em contato com a academia para aprender, reaprender e manter-se sempre atualizadas.
O preço ou custo deve ser revisto também, para que a Universidade seja um espaço cada vez mais democrático.
Os professores precisam se reinventar, uma vez que o vício de ensinar unilateralmente (professor fala, alunos escutam) prejudica a construção dos saberes.
Os alunos da mesma forma precisam mudar suas postura, deixando de ser passivos e passando a ser protagonistas também.
Em um exercício breve de futurismo, de observar algumas tendências que já vem acontecendo no mundo, a educação, o ensino e a aprendizagem já estão mudando.
O futuro da educação, segundo estudos de Stanford, Oxford, Harvard, Caltech, MIT, hoje consideradas as melhores universidades do mundo, estão cada vez mais em uma direção de reconstrução.
A lógica de consumo cada vez mais igual a uma assinatura de netflix, ou seja, você vai pagar uma inscrição ou mensalidade com valor fixo para você ter acesso a educação.
A sua educação não vai ser mais limitada fisicamente, você pode estudar e aprender em qualquer parte do mundo ou em múltiplas instituições.
Um ensino a la carte está por vir, você poderá escolher não só a universidade como também o curso ou ainda somente algumas disciplinas para você desenvolver suas habilidades e conhecimentos.

Outro fator relevante a analisarmos aqui é que daqui a 5 a 6 anos as pessoas mudarão de emprego ou função, e passaram a ter cada vez mais dinamismo em suas carreiras.
Estudiosos afirmam que mais de 50% dos empregos que existem hoje vão ser extintos. Ao mesmo tempo que já existem profissões que não possuem formação específicas como: Youtubers, influenciadores digitais, defensor de ética tecnológica, gestor de novos negócios de inteligência artificial, analista de dados da internet das coisas, hacker genético, entre outros.
Depende, você pode aprender fora de uma Universidade também. O importante de fato é você manter-se atualizado e conectado com os seus talentos e habilidades.
A Universidade é conhecida como a casa do saber, porém muitas ainda devem mudar o seu modelo medieval de ensino e repensar como instituições. Um diploma não tem mais a mesma relevância como no século passado mas o fato é que viver na ignorância ou não buscar conhecimento pode ser muito prejudicial ao seu desenvolvimento.
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Você já se pegou tentando aprender qualquer coisa, nem que por alguns instantes, e sente que sempre está remando contra a corrente? Não sai do lugar no aprendizado? Bom, talvez você realmente esteja remando contra a corrente. O que vou compartilhar aqui é algo que está me ajudando a aprender coisas como modelagem e renderização […]
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Você já se pegou tentando aprender qualquer coisa, nem que por alguns instantes, e sente que sempre está remando contra a corrente? Não sai do lugar no aprendizado? Bom, talvez você realmente esteja remando contra a corrente. O que vou compartilhar aqui é algo que está me ajudando a aprender coisas como modelagem e renderização 3d. Também me ajudou a aperfeiçoar minhas habilidades de animação e design. É uma situação conhecida como “Excited accountability”, em português seria algo como “Responsabilidade entusiasmada”.
Porém, como essa tradução não foi tão precisa, vou explicar o que é isso e como pode te ajudar a aprender qualquer coisa mais rápido. E aqui estou frisando a palavra mais rápido. Ou seja, não é a única maneira de aprender as coisas, mas pode sim aumentar a velocidade com que isso acontece.
Ouvi pela primeira vez esse termo nesse vídeo, onde Johnny Harris, da Vox, explica sua trajetória para aprender a editar vídeos, e como ele foi parar num portal de notícias e conteúdos gigante como a Vox. Enquanto ele explicava, percebi que eu praticava algo parecido sempre que queria aprender qualquer coisa.
Pra explicar o que é a tal de Excited Accountability, vou dar um exemplo: Imagine que você é um carpinteiro e quer aprender a usar uma ferramenta específica muito complexa que comprou e não sabe como funciona. Os dias passam e nada acontece (feijoada), até que um certo dia um cliente aparece na sua loja te pedindo para construir um móvel muito específico.
No entanto, você sabe que a única maneira de construir o móvel é utilizando sua nova ferramenta, aquela que você ainda não sabe usar. Enfim, como o cliente espera por uma resposta, você decide aceitar o trabalho. Além disso, o cliente tem um prazo relativamente curto para o móvel estar pronto.
Assim, ao final você está agora com uma tarefa que você não sabe como realizá-la, e com um prazo para cumprir. Em outras palavras, você tem um tempo pré determinado para aprender a usar a ferramenta. Algo que você estava adiando, ou talvez não tenha se focado tempo suficiente para aprender aquilo, agora você é forçado a investir todas as suas fichas para aprender.
Você acaba de entrar no modo “Responsabilidade Entusiasmada” (temos que encontrar uma tradução melhor pra isso, né?). E o que acontece à seguir é incrível, mas para explicar melhor, vou compartilhar um exemplo pessoal.
O ano era 2018, e lá estava eu no meu trabalho rotineiro, com clientes de animação e vídeos, aprendendo coisas novas em uma velocidade até que ok. Mas algo no fundo me incomodava, e eu não sabia exatamente o que era. Contudo eu tinha uma vontade de criar algum tipo de conteúdo diferente com as coisas que eu havia aprendido até aquele momento. Eu não sabia, mas queria começar a ensinar o que eu sei.
Vindo de uma família basicamente de professores e artistas, eu já havia pensado em dar aulas, mas sempre era algo muito distante pra minha realidade. Até que um dia eu fui chamado pra uma reunião.
E lá estava, a oportunidade perfeita, fui chamado pra ser o ministrante de um curso online sobre animação digital em uma faculdade local. Eu andava com bastante trabalho naquela época, muito ocupado mesmo, então é claro que eu aceitei a proposta…
É, eu não sei o que me deu, mas eu aceitei instantaneamente a proposta de ser um ministrante em um curso superior sem nunca ter dado aula na minha vida. Instantaneamente eu me arrependi, mas o estrago já estava feito. E agora eu tinha que arcar com as consequências, eu só não sabia que seriam tão positivas.
Além de tudo, o prazo era apertado para desenvolver o curso, então aos poucos eu fui entrando em um ciclo de estudos incessantes e noites em claro gravando esse curso. O curso começou a ser vendido antes mesmo pela faculdade, e à medida que eu via as novas inscrições, a pressão aumentava. Como eu podia atrasar algo assim? As pessoas estão pagando e esperam aprender com isso.
Mas pra elas aprenderem animação, eu precisava aprender a como dar um curso.
Enfim aconteceu, três meses depois o curso começou e superou todas as minhas expectativas, tanto que ele existe até hoje. Mas nada aconteceria se, em um pequeno lapso mental, eu não tivesse aceitado aquela tarefa difícil, que ia contra todos os meus instintos.
Pra finalizar, é justo fazer um contraponto e dizer que é claro que isso não é uma regra. Afinal, de muitos pontos de vista, assumir uma responsabilidade sem ter a certeza de que você vai conseguir cumpri-la pode ser bem irresponsável (com o perdão do trocadilho). Portanto é importante que você tenha em mente que, ao fazer isso, é bom tentar enxergar se aquilo é realmente algo que está ao seu alcance. Pense nas probabilidades de você não conseguir, e no pior que pode acontecer caso você não consiga. Depois brinque com as possibilidades.
No meu caso, eu estava bastante confiante que poderia passar um conhecimento básico sobre animação digital, embora fosse totalmente desconfortável pra mim a ideia de dar aulas. O que eu abracei foi o curto prazo para desenvolver as aulas, e a barreira do desconforto em ser um professor. Caso eu não estivesse tão confiante das minhas habilidades no software, talvez eu não teria aceito, e esperado algum tempo pra tentar de novo.
Então, claro, cabe à você (como em todas as etapas), ter esse discernimento.
Por último, fica aqui uma mensagem de motivação: Não tenha medo de assumir novas responsabilidades, afinal, tudo é aprendizado. Pense nisso como o seu primeiro passo, não vai ser perfeito, mas toda longa jornada começa com ele. Lembre-se também de respeitar o seu tempo de aprendizado, se você, depois de pensar muito ainda chegar na conclusão que não é a hora de dar o próximo passo, não tem problema. Respira e vai de novo quando der.
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